O cair da noite revela-nos uma proposição fundamental: para que as luzes brilhem é necessário que o escuro se faça. Além do mais, as bermas da estrada são repletas de luzes. Não, não há como transpor a matéria, a espessura do mundo. Outra coisa que não seja o sofrimento da inadequação.
Existem cinco caminhos possíveis: seguir em frente, voltar atrás, tombar as bermas ou restar no mesmo sítio.
Resta-me permanecer sentado, com os livros a arder-me nos olhos. Sentir que - tudo se move, que o espirito vaga sem peso.
O trânsito flui, como um rio correndo. Se o seguirmos com o olhar vêmo-lo tombar no horizonte.
Seja como for: o futuro não existe, nada que não seja esta intensa prontidão para partir.
Fotografia: José João Loureiro
Texto: Rui Carvalho
Fotografia: José João Loureiro
Texto: Rui Carvalho

Muito bom
ResponderEliminarMuito obrigado Inês.
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