Provindo do sol
Provimos do sol girando as marés
até ao emaranhado de umbilicais cordões
tocando-nos às portas
somos aqueles que se perdem na dádiva do som
nada pedimos
nosso sopro é dado
por trás das portas
no interior das casas
há vidas carcomidas na algazarra
um putrefacto reino onde a pureza se jaz
eis-nos feitos da mesma vã matéria
que todos aqueles que não nos escutam
ainda assim somos distintos
nossa fronte nos carrega o mundo
até aos ombros doloridos
até aos lugares onde nos fazemos durar a impossibilidade
subimos rio acima
e nas nascentes recostamos os declives conduzindo-nos o equinócio.
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