Aqui foi o esforço de crescer para além das coisas, essa necessidade de dormir ao relento.
A isto se chama sair da Zona de Conforto. Um gajo gosta de outros gajos e logo temos mariquice. Os outros gajos chamam-se nomes que não recordo. Tarkovsky. Eisentein. Kubrick. Bergman. Tarantino. Dreyer. Leigh. Greenaway. Lynch. Todos os outros.
É isso.
Nomes estrangeiros, como tantos.
A Zona de Conforto. Uma silaba, duas silabas. Três silabas e estamos longe. Tão longe que nem sequer nos vemos.
Aqui foi! Aqui é! Aqui será, a Zona de Conforto.
Não, não há outros planetas. Há telhas caídas e gente que não sabe sequer para onde ir. Há um precipício e imensas telhas caindo. Há gajos que batem palmas perante as telhas que caiem.
Ok, sejamos telhas caídas. Já agora, sejamos telhas caídas e este frio que nos vem desde onde não sabermos sequer onde é a Sibéria.
O raio do Homem!
O raio do homem somos nós e o Tarkovsky. Nós e o grandesissimo Tarkovsky.
Puta que nos pariu!

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